Sede de DeusKennet H. Wood Jr.
Kennet H. Wood Jr.
Reflexões para Modernos
Meditações Matinais, 1964, pág. 99
* Com adaptações em itálico de Derly Gorski
“Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?” Salmo 42:1 e 2
Deus se acha presente em toda parte por meio de Seu espírito. Na humilde cabana fala Ele ao coração de todos os que O escutarem. Nas moradas da classe média ele Se revela. Faz-Se ouvir nas mansões dos ricos.
Mas na casa de Deus – na sinagoga, no templo, na igreja – Deus Se revela a Seu povo de maneira especial. Esse pensamento enchia evidentemente o espírito de Davi quando perguntou: “Quando irei e me verei perante a face de Deus?” Tinha a alma sedenta. Qual a corça em terra sedenta sentia a necessidade de ser refrigerado pelas águas, as águas celestes. Queria visitar o templo, e ser aio inspirado por um senso da presença de Deus. Queria ter reavivadas as faculdades espirituais por ver os sacrifícios, os símbolos da salvação. Queria receber forças adorando juntamente com os da mesma fé.
Davi não sofria do Morbus Sabbaticus (doença do sábado), como acontece com muitos no século 21. Disse certo escritor acerca dessa “doença”: “os sintomas variam, mas nunca interferem com o apetite; nunca é chamado o médico; nunca dura mais que a manhã do sábado; é de algum modo aliviado por ouvir o serviço do culto pelo rádio, ou acompanhar pela TV ou Internet; se ocorrem repetidos ataques, poder-se-á demonstrar fatal à alma; é contagiosa; ao ataques vêem subitamente, por volta das nove horas da manhã do sábado, e duram até o meio-dia. À tarde o doente se acha muito melhor, e está em condições de fazer um passeio de automóvel. Volta às atividades cotidianas como sempre no dia seguinte.
Morbus Sabbaticusnunca logra contagiar os que se acham espiritualmente robustos, de modo que nos convém ser muito cuidadosos com nossa saúde espiritual, e os hábitos que os afetem (músicas mundanas, programas banais da televisão, conversas frívolas, leituras de romance e ficção, tudo enfim que substitua o verdadeiro alimento da alma – a Palavra de Deus). Estudemos a Bíblia, dediquemos mais tempo à oração e as atividades missionárias e assistenciais em prol dos necessitados e sejamos fiéis na freqüência à casa de Deus. Saciaremos na Fonte viva a sede espiritual e, como a corça, dali sairemos refrigerados.