Fumar faz mal à saúde
Fonte: noticias.terra.com.br/ciencia
O Comitê Nacional de Prevenção contra o Tabagismo da Espanha divulgou nesta quinta-feira imagens que mostram os efeitos provocados na pele por causa do cigarro, informa a edição online do jornal El País.
As fotos são de duas irmãs gêmeas, com mais de 50 anos. Uma delas consumiu o tabaco durante anos e a segunda nunca fumou.
O resultado é que a pele da primeira gêmea mostra rugas profundas e extendidas, flacidez e o envelhecimento facial ocorreu com maior rapidez e severidade. Já sua irmã apresentou um rosto mais limpo e muito menos enrugado.

Fumar aumenta risco de calvície em homens
O estudo, realizado pelo Far Eastern Memorial Hospital, em Taipei, indica que homens que fumam 20 ou mais cigarros por dia têm duas vezes mais chance de ter queda de cabelos moderada ou severa do que aqueles que nunca haviam fumado.
A pesquisa observou 740 homens em Taiwan com idade entre 40 e 90 anos e analisou o histórico da calvície na família, a intensidade com a qual fumavam e a idade com a qual começaram a perder cabelo.
Os cientistas descobriram também que homens caucasianos têm chances maiores de ficarem calvos do que os de ascendência asiática. Publicada na revista científica Archives of Dermatology, a pesquisa indica ainda que o risco de calvície permanece elevado mesmo entre os ex-fumantes.
Segundo os cientistas, fumar danifica a estrutura genética dos folículos capilares, responsável pelo crescimento dos fios. O fumo pode ainda afetar as raízes das células necessárias para a circulação de sangue e hormônios.
A calvície masculina, conhecida cientificamente como alopecia androgênica, atinge dois terços dos homens adultos e entre suas principais causas estão fatores genéticos e hormonais. (BBC Brasil)
Grávidas que fumam reduzem fertilidade do filho
As mulheres grávidas que fumam durante o período de gestação reduzem a fertilidade de seu bebê, se for menino, já que com o hábito afetam um gene fundamental, segundo uma pesquisa de especialistas da Universidade de Aberdeen (Escócia).
Já se sabia que o fumo afetava a futura fertilidade dos fetos. Mas os pesquisadores desconheciam ainda o motivo. Os especialistas encontraram nos filhos de mães fumantes reduções significativas nos níveis de um gene, o DHH.
Ele desempenha um papel crucial no desenvolvimento dos testículos, já que libera a molécula do mesmo nome (DHH). A substância, por sua vez, controla o crescimento normal do órgão reprodutor masculino.
Isto tem conseqüências para a fertilidade dos homens. Segundo o relatório publicado pela Clinical Endocrinology and Metabolism, os testículos pequenos estão vinculados a um baixo nível de esperma.
Os especialistas examinaram 22 fetos humanos de 11 a 19 semanas de gestação e observaram os níveis de 30 genes importantes para o desenvolvimento dos testículos. Eles não acharam nenhuma mudança significativa, a não ser no caso do DHH.
Os fetos das grávidas que tinham fumado 10 ou mais cigarros por dia tinham quase a metade dos níveis de DHH que os das que não tinham fumado.
"É a primeira vez que o gene DHH foi vinculado ao hábito de fumar da mãe e aos problemas de fertilidade", disse o pesquisador Paul Fowler. (EFE)
Mulheres fumantes não gostam do corpo
A maioria das mulheres que não deixam de fumar principalmente por medo de engordar são as que estão mais longe de ter sua imagem de corpo ideal, segundo um estudo da Universidade de Michigan divulgado nesta segunda-feira.
A pesquisadora Cindy Pomerleau, principal autora do estudo e diretora do Laboratório de Pesquisa da Nicotina na universidade, afirmou que estas mulheres são mais propensas às dietas e aos excessos nas comidas que as que não fumam. "Não é surpreendente que as mulheres que têm problemas com seu peso ou não estão satisfeitas com seus corpos se sintam atraídas pelo tabaco", afirmou em comunicado Pomerleau, que explicou que fumar reduz o apetite.
Uma pesquisa realizada por Pomerleau há alguns anos indicou que 75% das fumantes não estão dispostas a ganhar mais de 2,25 kg se deixarem de fumar, e quase a metade delas disse que não toleraria aumento de peso algum. No entanto, o estudo recém-publicado afirma que uma em cada quatro mulheres que deixarem de fumar ganhará pelo menos 2,25 kg; duas em cada quatro engordarão entre 2,25 e 7 kg. Apenas uma em cada quatro ganhará mais de 7 kg.
Segundo outro relatório realizado recentemente pela Universidade de Michigan, as mulheres que já tinham excesso de peso na infância eram muito mais propensas a começar a fumar nos primeiros anos da adolescência que aquelas cujos problemas de peso chegaram mais tarde. "O problema aqui é conseguir que as mulheres preocupadas com seu peso estejam dispostas a fazer a tentativa de deixar o cigarro, e depois ajudá-las a alcançarem um certo controle sobre seu peso", afirmou.
Pomerleau disse que, apesar de reduzir o apetite, o tabaco causa muitos danos na aparência dos fumantes, tais como rugas na pele, perda de cabelo, enfraquecimento das unhas, coloração amarelada dos dentes e mau hálito. "Gostaríamos de elaborar uma estratégia de compromisso que se concentre no fim do tabagismo, mas dentro da qual as mulheres também possam tomar algumas medidas passivas e ativas para controlar seu peso", explicou.
Entre estas medidas, o estudo indica os chicletes de nicotina, alguns remédios e aumento da atividade física. Para a realização do estudo, contou-se com a colaboração de 587 mulheres, com idade entre 18 e 55 anos, das quais 420 eram fumantes e 167 jamais tinham fumado. Uma proporção igual nas duas pesquisas tinha excesso de peso ou era obesa, com um índice de massa corporal de 25 ou mais. (EFE)